sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A Profissão do novo Contador

A profissão de contador é uma das mais antigas do mundo. Os primeiros registros são datados de 8.000 a.c. No início do século XX, no Brasil, estes profissionais eram conhecidos como “guarda-livros” e tinham suas atividades restritas ao registro e acompanhamento de saldos; assim como o papel de zeladores de assuntos fiscais das empresas. A profissão de contabilista foi regulamentada em 1946.

Historicamente, as ciências contábeis evoluem à medida que a economia e as atividades empresariais se desenvolvem. Por isso, só com o progresso social, cultural e econômico que ocorreu no Brasil a partir da década de 70, a ocupação foi reconhecida.

De qualquer forma, a realidade ainda se resumia a montanhas de documentos atualizados e escriturados de forma manual. Pensando no cenário atual; onde o mundo está globalizado e conectado; onde tecnologias estão presentes nas tarefas mais corriqueiras de todos nós; a área contábil continuava sendo uma das que recebia menos investimentos em tecnologia.
Mas essa situação mudou com a criação do projeto SPED da Receita Federal em 2006.

A informatização de processos deixou as tarefas menos operacionais, possibilitando aos profissionais desta área mudar seu escopo de atuação; passando a ter uma função mais consultiva. Essas mudanças também tornaram o trabalho mais transparente, nos acertos e nos erros. Tanto os livros contábeis e fiscais, como as notas em papel aceitavam qualquer informação e ficavam devidamente armazenados em prateleiras. Só no caso de uma fiscalização, as informações ali imputadas eram realmente conferidas.

Com o sistema eletrônico, a checagem dos dados enviados é realizada em tempo real. Uma nota preenchida incorretamente, por exemplo, é repudiada pela SEFAZ antes da sua emissão, impossibilitando a venda e transporte da mercadoria. Isso trouxe uma grande dicotomia: ao mesmo tempo em que esses profissionais passam a analisar o comportamento do capital e também a sugerir modelos para decisões administrativas, eles são cobrados pela atualização de seus conhecimentos.

Mas não é fácil se manter atualizado. No Brasil existem 85 tributos (impostos, contribuições, taxas, contribuições de melhoria). E ainda, segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), em média, 37 normas tributárias são editadas por dia no País. Isso equivale a 1,57 norma por hora.

E as novidades não ficam restritas ao imediatismo da fiscalização. Um levantamento da auditoria e consultoria Ernst & Young mostra que o conjunto de documentos e declarações fiscais e contábeis exigidos dos contribuintes somava, cerca de 350 tipos de informação. Com o SPED, esse número subiu para 1.300.

Diante desses novos desafios, muitos profissionais podem ficar receosos. Afinal, eles têm responsabilidade fiscal e contábil pelas informações que enviam ao Fisco. Mas, como historicamente os contadores fizeram, eles conseguirão se adaptar.

Para isso, os contabilistas precisarão buscar maneiras de manter-se atualizados sobre as mudanças constantes nas legislações. Uma opção é contar com soluções tecnológicas que possam diminuir os processos e facilitar o seu dia-a-dia. E que venha o novo!

Marco Antonio Zanini
- diretor-geral da NFe do Brasil.

2 comentários:

  1. MERCADO DE TRABALHO

    A profissão contábil esta regulamentada pelo Decreto – lei nº 9295/46, de 27 de maio de 1946 e posteriores resoluções complementares. O artigo 25 do Decreto – lei nº 9295, dispõe sobre as prerrogativas profissionais especificado pela Resolução do Conselho Federal de Contabilidade nº 560 de 28 outubro de 1983:

    Art. 1º - O exercício das atividades compreendidas na contabilidade, considerada estar em sua plena amplitude e condição de Ciência Aplicada, constitui prerrogativa, sem exceção, dos contadores e dos técnicos em contabilidade legalmente habilitados, ressalvadas as atribuições privativas dos contadores.

    Art. 2º - o contabilista pode exercer as suas atividades na condição de profissional liberal ou autônomo, de empregado regido pela CLT, de servidor público, de militar, de sócio de qualquer tipo de sociedade, de diretor ou de conselheiro de quaisquer entidades, ou, em qualquer outra situação jurídica, definida pela legislação, exercendo qualquer tipo de função (...).

    O mercado de trabalho para contadores é o que mais proporciona oportunidade para o profissional, conforme cita Marion (2003) que a área de atuação do profissional contábil é bastante ampla oferecendo inúmeras alternativas de trabalho, essas oportunidades só serão conquistadas por profissionais que tenham:
    • Habilidade de negociação;
    • Flexibilidade;
    • Capacidade de inovar; e criar;
    • Ética,
    • Conhecimento de sua área de atuação.

    Essas são algumas das principais características do perfil do profissional desejado pelo mercado de trabalho. Muitos acreditam que o objetivo da contabilidade é simplesmente, gerar guias, escriturar livros, ou seja, um mero guarda livros.

    Como todos soubemos estamos na época do conhecimento, do capital intelectual, das grandes decisões, e a cada dia que passa a função do contador na sociedade é fundamental, e mais relevante, pois ao conhecer profundamente a empresa o mesmo revela-se como o profissional encarregado de garantir a continuidade das entidades e responsável pela manutenção dos empregos e até na criação de novos. É esse o tipo de profissional que o mercado esta aceitando HOJE, pois estamos diante de uma nova etapa na área contábil.
    O contador deve estar no centro e na liderança deste processo, pois, do contrario, seu lugar vai ser ocupado por outro profissional.
    O contador deve saber comunicar-se com as outras áreas da empresa para tanto, não pode ficar com os conhecimentos restritos aos temas contábeis e fiscais.
    O contador deve ter formação cultural acima da média, inteirando-se do que aconteceu ao seu redor, na sua comunidade, no seu Estado, no país e no mundo. O contador deve participar de eventos destinados à sua permanente atualização profissional. O contador deve estar consciente de sua responsabilidade social e profissional (NASI, 1994. p. 5).

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  2. ÁREAS EM QUE O CONTADOR PODE ATUAR
    Como Contador de empresa privada, pública e de serviços;
    Como Auditor Independente;
    Como Auditor Interno;
    Como Perito Contábil, atuando junto ao Poder Judiciário;
    Como Contador de Custos;
    Como Consultor Econômico-Financeiro;
    Como Controlador ou Gerente Administrativo-Financeiro;
    Como Auditor dos Tribunais de Contas;
    Como Fiscal de Tributos Federais, Estaduais e Municipais.

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